História e perspectivas do Grupo de Estudo de Síntese em Emergia (EMGrupo)
Anna Caroline Silva de Oliveira¹
Jennyfer Júlia da Silva Sá¹
Rafael Araújo Nascimento¹
¹Membro do EMGrupo, Pesquisador no LAE/FMVZ/USP e Pós-Graduando na FMVZ/USP

Em meados da década de 1940, um cientista, observando as intempéries climáticas enquanto meteorologista militar, imaginou que em meio ao caos poderia haver uma ordem: uma sequência de eventos que levava à eclosão de uma tempestade; uma ordem hierárquica nesses eventos energéticos capaz de explicar, inclusive, as mudanças sociais. Assim nasceram as bases conceituais do que mais tarde seria formalizado como a Teoria da Síntese em Emergia.
Mas, afinal, o que é Emergia? E como surgiu um grupo dedicado a estudar esse tema?
Antes de conhecer a história do EMgrupo e das pessoas que fazem parte dela, vale apresentar brevemente o conceito que está no centro de suas atividades.
A Síntese em Emergia (emergy synthesis) é uma abordagem desenvolvida pelo ecologista estadunidense Howard T. Odum (1924–2002) para analisar sistemas a partir dos fluxos de energia, materiais, serviços e informações envolvidos em sua organização e funcionamento. Sua construção dialoga com diferentes áreas do conhecimento, incluindo ecologia, termodinâmica, engenharia de sistemas, sociologia e economia, buscando compreender os sistemas produtivos de maneira integrada.
O termo Emergia está relacionado à ideia de energy memory, ou “memória de energia”. De maneira simplificada, a Emergia representa a quantidade de energia disponível previamente utilizada, direta e indiretamente, para gerar determinado recurso, produto ou serviço. Dessa forma, recursos muito diferentes entre si, como a radiação solar, a chuva, um fertilizante, uma máquina ou o trabalho humano, podem ser convertidos e contabilizados em uma mesma base de Emergia. Essa contabilização é frequentemente expressa em joules de energia solar incorporada, os chamados Solar Emjoules (seJ) ou Emjoules Solares.
É justamente essa possibilidade de olhar para diferentes componentes de um sistema de maneira integrada que torna a Síntese em Emergia particularmente interessante para o estudo de sistemas produtivos.
Imagine, por exemplo, uma propriedade produtora de milho. Para que o milho seja produzido, diversos recursos precisam participar do processo. Alguns vêm diretamente da natureza, como a radiação solar e a chuva. Outros são provenientes da economia, como sementes, fertilizantes, máquinas, combustível e mão de obra. Esses recursos entram no sistema, interagem entre si e participam de uma série de processos nos quais a energia é transformada, transferida e dispersa, contribuindo para a formação dos produtos e serviços gerados pelo sistema.
A figura abaixo representa, de maneira simplificada, esse funcionamento:
Figura 1: Representação, ilustrada e simplificada, de um diagrama de fluxo de Emergia de uma fazenda produtora de milho

Fonte: Produzido pelos autores, editado com uso de Inteligência Artificial (IA).
Na Figura 1, à esquerda, estão representados recursos provenientes da natureza, como a radiação solar, a água e os ventos. Na parte superior, encontram-se recursos associados à economia, como fertilizantes, sementes, equipamentos e serviços de profissionais. À direita, estão representadas as saídas do sistema, enquanto na parte inferior aparecem os processos associados às perdas e à degradação de energia.
Cada um desses recursos contribui de maneira particular e significativa para o funcionamento do sistema e possui uma quantidade de Emergia associada, que representa os recursos e processos previamente necessários para sua formação. Assim, mesmo recursos muito diferentes entre si podem ser considerados durante o estudo do sistema como um todo.
O diagrama permite visualizar que um produto aparentemente simples, como uma espiga de milho, resulta da interação de uma série de recursos e processos que podem ser analisados de forma integrada pela Síntese em Emergia. Além disso, a metodologia apresenta uma perspectiva diferente daquela tradicionalmente adotada nas análises econômicas baseadas em demanda do mercado, pois permite contabilizar também os recursos provenientes da natureza que participam dos processos produtivos, mesmo quando não possuem um valor monetário diretamente associado. É o caso, por exemplo, da água e da radiação solar.
Diante do que vimos, fica fácil de entender que nenhum sistema funciona isolado: tudo o que fazemos depende dos recursos que o planeta nos oferece. Quando olhamos para os sistemas agropecuários, essa dependência é total, unindo em um só lugar a força da natureza e o trabalho humano. É justamente para mapear esse ecossistema e mostrar de onde vem a verdadeira riqueza do que produzimos que diversos pesquisadores vêm se dedicando. E foi neste contexto que nasceu o EMgrupo.
O Grupo de Estudo de Síntese em Emergia (EMgrupo) integra as atividades do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE/FMVZ-USP), coordenado pelo Professor Augusto Hauber Gameiro e, atualmente, organizado pela doutoranda Jennyfer Sá. O grupo reúne graduandos, mestrandos, doutorandos, professores e profissionais interessados em compreender e aprofundar os estudos sobre Síntese em Emergia, criando um espaço de aprendizado, troca de experiências/informações e construção coletiva do conhecimento sobre o assunto.
Entrevistamos o Professor Augusto Hauber Gameiro, coordenador do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE) que acompanhou o nascimento do grupo:
Entrevistadora: Como foi o primeiro contato com a Síntese em Emergia?
Professor Augusto Gameiro: Tudo começou em 2019 com um contato de um pesquisador do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, de São Paulo, chamado Luís Alberto Ambrósio [...]. Ele entrou em contato com a nossa equipe por e-mail porque ele recebia o informativo do ICPC (Informativo do Custo de Produção do Cordeiro Paulista), e ele perguntou: ‘’Já que vocês têm os dados detalhados da produção de ovinos, por que vocês não fazem a contabilidade em emergia?’’, [...] pois segundo ele, esses dados detalhados era exatamente o que a gente precisava para fazer uma contabilidade em Emergia. E eu me perguntei ‘’Emergia?’’.
Então resolvemos conversar a respeito e ele falou do método, na época a Beatriz Reis fazia mestrado conosco, e ela quem intermediou e se interessou pelo assunto. Essa foi a origem. [...] Então a Beatriz se interessou cada vez mais e foi fazer a disciplina do Professor Enrique Ortega de Engenharia de Alimentos da Unicamp, que foi orientado de Odum, o grande nome por trás da Emergia. [...] Por meio dele a gente conheceu o Professor Biagio Giannetti, a Professora Cecília e o Professor Feni Agostinho.
O Professor Ortega veio dar um ‘’diálogos no LAE’’ para a gente no ano de 2020 [...] e depois a gente convidou o Professor Biagio para dar uma palestra em um Simpósio de Sustentabilidade e Ciência Animal que temos.
Em fevereiro de 2020, semanas antes da pandemia, o Dr. Ambrósio nos fez uma grande gentileza de nos ministrar um curso, em um final de semana, sobre Emergia, exclusivo para o LAE [...] e foi muito legal porque nos motivou e nos explicou um monte de coisa.
Entrevistadora: Qual a história dos trabalhos e membros do EMGrupo?
O Professor Dr. Augusto Gameiro deu informações que nos permitiu montar a seguinte imagem:
Figura 2: Membros do EMgrupo e seus títulos de pesquisa.

Fonte: Produzido pelos autores.
Entrevistadora: Como surgiu a ideia de criar o EMgrupo?
Professor Augusto Gameiro: A princípio, o EMgrupo não surgiu exatamente pelo nosso interesse em Emergia, mas sim pelo nosso interesse em grupos de estudo. [...] É muito claro para mim até hoje a contradição de estar dentro da academia e o que a gente menos faz é estudar. Como professor, o que mais faço é resolver burocracias administrativas, conversar com alunos, dar aula, participar de reuniões, ir em eventos, corrigir provas, trabalhos, relatórios, entre outros. [...] Então, por uma necessidade minha de querer mais tempo para estudar, a gente criou o primeiro grupo (de estudos) de história da agricultura e da ecologia (GEHAE) com ajuda do Professor Ricardo Barboza Alves. [...] Então, tínhamos o nosso primeiro grupo de estudos, e o interesse em Emergia acontecendo em paralelo, então resolvemos criar um grupo de estudos para Emergia também, o EMgrupo.
Ele vem de uma conjunção do nosso interesse em grupo de estudo. [...] Depois veio o CON$TARE, para unir a parte de economia, e mais recentemente o phiLAE, pelo meu interesse na filosofia – Acho que a filosofia é realmente muito engrandecedora para todo mundo, é a base da base da ciência.
Todos deveriam estudar filosofia um pouco, abre muito a nossa cabeça.
Após a criação e desenvolvimento do grupo, em 2021 o Professor Dr. Feni Agostinho participou de uma edição do ‘’Diálogos no LAE’’ com tema ‘’Emergia: O que é e para que serve?‘’, e em 2023, após o oferecimento pela primeira vez da disciplina de ‘’Avaliação Econômica e Ambiental da Agropecuária pela Síntese em Emergia’’, houve o ‘’Diálogos no LAE’’ contando com os Pós-graduandos do PPGNA/USP e PPGDTSA/UFPEL para falar sobre a Disciplina. A disciplina segue sendo oferecida até hoje, contando com dois módulos, e ministrada pelo Professor Augusto Hauber Gameiro.
Entrevistadora: O que mais chamou a sua atenção para a metodologia da contabilidade em Emergia?
Professor Augusto Gameiro: O que me atraiu e me atrai até hoje é que é um método holístico e que permite a gente conseguir tratar de questões até então não misturáveis, mas que você consegue tratar sob uma mesma metodologia. Então, acho que essa para mim é a grandiosidade do método, uma delas: a capacidade de tratar holisticamente e empiricamente, ou seja, objetivamente, um sistema complexo.
A capacidade de ter uma visão holística, ou seja, de tudo que vai no sistema – ou quase tudo. E empírica, ou seja, ela é objetiva, coisa que nós humanos temos muita dificuldade de fazer – de objetivar as coisas. Assim, você consegue objetivamente fazer uma análise inclusive quantitativa. Para mim, essas duas coisas são brilhantes. E derivado disso, várias outras coisas (agradam ao pesquisador), por exemplo, eu gosto de estudar coisas diferentes, então (a metodologia) dá uma possibilidade de poder estudar coisas bem diferentes para o mesmo método.
Na verdade, o que mais me atrai, não é a parte da contabilidade, é a parte filosófica da abordagem. Tem vários conceitos derivados nesse bojo que são maravilhosos, um dos principais deles é o de auto-organização: É entender que as coisas do mundo se auto-organizam.
Entrevistadora: O Professor faz uma ressalva quanto a auto-organização de sistemas e o determinismo:
Professor Augusto Gameiro: Tem que tomar cuidado pois na filosofia e na sociologia isso é super criticado, porque eles confundem com determinismo, como se existisse um determinismo no mundo – ‘’O mundo é assim e nós não temos influência em cima disso’’, quem estuda a área de humanas detesta essa visão, pois eles estudam exatamente o homem, logo eles acreditam que o homem tem influência em tudo [...] às vezes ao ponto de exagerar e desconsiderar a base biofísica, que é algo que não podemos desconsiderar. [...] Enquanto as pessoas que são da área de estudo da natureza acreditam que tudo é determinado pela natureza e que o ser humano é um mero qualquer no meio do caminho. A Síntese em Emergia nos permite ficar nesse meio do caminho. Ela tenta conversar com essas duas grandes áreas [...] reconhecendo que o ser humano tem uma influência enorme, mas que existe uma base biofísica que nós não podemos desconsiderar. Existe um estômago que sente fome. A fome não é só uma questão social, é também uma questão fisiológica.
É um approach, uma abordagem, uma ferramenta que permite a gente juntar, ou tentar juntar, ciências ou concepções analíticas que eram muito impensáveis anteriormente. [...]
Existe um conceito de macroscópio de Odum, estamos acostumados a ver no microscópio coisas bem ‘pequenininhas’, ele (Odum) diz: ‘’Vamos imaginar que existisse um macroscópio’’, é isso que o nosso método faz, olhar o sistema como um todo de cima, como um macroscópio.
Entrevistadora: Quais foram as dificuldades iniciais ao buscar estudar mais sobre a metodologia?
Professor Augusto Gameiro: Algo que me incomodou e me incomoda muito (da metodologia) ainda é a interface com a economia num ponto bem específico: Que é quando a gente inclui o dinheiro na análise. [...] Então, quando você vai calcular o indicador Emergy-to-Money Ratio (EMR) [...] ele é calculado através da energia total de uma economia como um todo, toda energia, e divide pelo PIB da economia. Então ele pega energia e divide por reais ou por dólar – O que dá uma unidade em seJ/USD ou seJ/BRL. O que isso significa? Se eu pegar uma moedinha de um real ou uma nota de um dólar, ele equivaleu a quantos Solar Emjoules (seJ) que circularam na economia naquele ano? Ou seja: Quanto que têm de energia numa unidade financeira? Quanto que têm de energia num real, dólar, euro...? Isso obviamente vai variar de país para país. [...] Para mim é contraditório, porque o grande ‘tchan’ da Síntese em Emergia, principalmente para quem é economista, é que ela abre mão da unidade financeira, é o que a gente fala da riqueza real. Encontramos um indicador biofísico que não depende de dinheiro [...] que é uma unidade biofísica, é a memória energética para produzir aquilo ali.
Entrevistadora: O pesquisador explica o porquê, para ele, é libertador haver uma metodologia que abre mão da unidade financeira:
Professor Augusto Gameiro: O dinheiro, a moeda, de qualquer país hoje em dia é o que chamamos de uma moeda fiduciária [...] uma moeda que vem da confiança: Ela vale pelo que a gente acha que ela vale. Então, quanto vale um real ou um dólar é o quanto as pessoas acham que vale. É completamente antrópico isso. [...] Então, a moeda, as unidades financeiras são completamente antrópicas, seus valores são definidos socialmente. E a Emergia é o contrário, é completamente biofísica. Assim, é uma libertação no sentido de se libertar do ser humano valorar as coisas.
Só que quando eu vou calcular o EMR [...] eu pego energia e divido por ‘dinheiros’. E qual o problema disso? [...] Veja bem: Energia total que sustenta uma economia, como vamos considerar toda a energia do país? [...] Eu posso até estimar a energia do que é produzido pelo país – Os carros, as comidas, o lazer. Entretanto, como botar ou não nessa conta, por exemplo, a energia de toda a costa marinha brasileira? A energia de toda a floresta brasileira? Todos os solos brasileiros? Isso não entra na conta. [...] Assim, o numerador do EMR, a energia total que sustenta uma economia, não considera um monte de fluxos de energia. E o denominador é o que mais me incomoda: a quantidade de dinheiro – Porque a quantidade de dinheiro, ou seja, o PIB, a riqueza gerada no país em unidades financeiras.
A principal crítica da Emergia não é que as coisas valoradas em dinheiro não imputam muitos recursos da natureza? Então como que eu vou pegar a quantidade de dinheiro e vou usar ela agora? [...] Para mim, é completamente furado, porque tudo que a gente vinha fazendo era tentar deixar de lado a ‘contaminação econômico-financeira’ e usar só indicadores biofísicos.
Entrevistadora: Apesar disso, o Professor reconhece que o indicador é muito utilizado:
Professor Augusto Gameiro: Eu digo que essa é a minha opinião, porque sei que todo mundo gosta e usa esse indicador, apesar de eu não gostar muito. [...] Mas por que esse indicador é importante? Porque alguns serviços e produtos, quando vamos fazer a contabilidade, é mais fácil a gente pegar esse indicador. Ou seja, quando você não sabe qual a energia de uma entrada, como a soja para alimentar animais, você pode dizer ‘não sei qual é a energia da soja, a transformidade da soja, então você pega o valor em reais dela e multiplica pelo EMR e você transforma esse valor para Emergia – Só que a partir do preço de mercado e não a partir da composição biofísica da soja. [...] Além disso, alguns fluxos são necessariamente em dinheiro – Como, por exemplo, o valor de uma aposentadoria que entra mensalmente, então é um dinheiro real recebido mensalmente, como entrar com esse valor na Síntese em Emergia? Eu preciso transformar isso em energia, em seJoules (seJ), então eu uso o EMR para fazer isso.
Entrevistadora: Se encaminhando para o final, quais as perspectivas futuras do Professor para o EMgrupo?
Professor Augusto Gameiro: Tudo o que falei dessa concepção teórica, eu acredito muito nela, [...] tanto para coisas bem práticas – como a contabilidade em Emergia mesmo, quanto para essas questões mais filosóficas. Eu acho que tem muita filosofia por trás disso. [...] Então acho que tem mil possibilidades de questões bem aplicáveis e práticas. Por exemplo, sistemas de uma fazenda em que podemos apontar onde melhorar em termos de sustentabilidade, autonomia, eficiência, eficiência econômica, porque a metodologia conversa com diversas áreas.
E uma parte, talvez, mais filosófica que é questionar. Por exemplo, começamos a nossa conversa questionando se fazia sentido transformar – Criar um EMR, ligado com dinheiro? É algo que preciso estudar mais, mas acredito que tem muitas possibilidades por trás disso.
[...]
Acho que para vocês que vão fazer o futuro, a gente pode se tornar talvez o grupo mais forte disso daqui do Brasil, e por que não um dos maiores do mundo, também? Não é uma meta, sou mais preocupado com os meios do que com os fins – O meu objetivo não é fazer o grupo mais forte, mas sim que ao trabalhar na formação de pessoas, que sejam pessoas plenas, felizes, aprendendo e crescendo. Se por acaso isso tudo coincidir ou culminar com a gente a ser um grupo muito forte, também, maravilha.
Quando fazemos as coisas direito, naturalmente a gente chega nos bons lugares. Minha meta principal é ter gente feliz aqui.
Eu realmente acredito que essa abordagem propicia um processo educacional rico pelo fato de ter que estudar um monte de coisa, e ter que entender o que é a relação entre todas as coisas, não ficar só focado em uma só coisa, e isso ajuda muito a abrir a mente das pessoas – Assim vocês podem ser profissionais melhores, pessoas melhores. É isso que eu gostaria.
Referências Bibliográficas:
ODUM, Howard T.; ODUM, Elisabeth C. O declínio próspero: princípios e políticas. Tradução de Enrique Ortega. Petrópolis: Vozes, 2012.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE). Definição de Emergia (Odum, 1998). Campinas: FEA/UNICAMP, [1999]. Disponível em: https://www2.unicamp.br/fea/ortega/nipe99/tsld012.htm. Acesso em: 1 out. 2026.





Comentários